terça-feira, 3 de maio de 2011

Aslam - O Grande Leão: O Filho do Imperador de Além Mar





A postagem pode possuir alguns spoilers das crônicas. Se você não as leu e não quer perder a emoção, não prossiga!


Fui a uma festinha infantil de um vizinho da minha avó no meio de uma chácara e lá fiquei inspirado. Chegamos de tarde lá e estava ventando. O local era rodeado por árvores e estas pareciam bailar ao ritmo do vento, como as de Nárnia. Com isso, lembrei-me do Grande Leão, Aslam, e pensei em escrever algo homenageando o filho do Imperador de Além Mar.

Aslam é o único personagem de Lewis a aparecer em todos os livros, participando ativamente. Foi responsável pela criação de toda a terra mágica de Nárnia e pela destruição da mesma. Confira abaixo um trechinho de cada livro, nos quais Aslam faz um de suas várias aparições. Um apaeritivo para quem não leu, além de um convite, e boas recordações para quem já o fez.

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O Sobrinho do Mago

“No escuro, finalmente, alguma coisa começava a acontecer. Uma voz cantava. Muito longe. Nem mesmo era possível precisar a direção de onde vinha. Parecia vir de todas as direções, e Digory chegou a pensar que vinha do fundo da terra. Certas notas pareciam a voz da própria terra. O canto não tinha palavras. Nem chegava a ser um canto. De qualquer forma, era o mais belo som que ele já ouvira. Tão bonito que chegava a ser quase insuportável. [...]

Era um Leão. Enorme, peludo e luminoso, ele estava de frente para o sol que nascia. Com a boca aberta em pleno canto, ali estava ele, a menos de trezentos metros de distância.”

(LEWIS, C.S. – As Crônicas de Nárnia: O Sobrinho do Mago)



O Cavalo e seu Menino

“- Pela juba do Leão, Tarcaína, não sou desse tipo – respondeu Bri, indignado. – Apenas guardo respeito por mim mesmo e pelos cavalos da minha espécie, nada mais.


- Bri – retornou Aravis, que não estava muito interessada no corte da cauda -, há muito tempo que desejo fazer-lhe uma pergunta: por que vive jurando pelo Leão ou pela juba do Leão? Pensava que tinha horror de leão.


- E tenho. Mas quando falo do Leão estou me referindo a Aslam, grande redentor de Nárnia, que nos livrou do inverno e da feiticeira. Todos os Narnianos juram por ele!”

(LEWIS, C.S. – As Crônicas de Nárnia: O Cavalo e seu Menino)



O Leão, a Feiticeira e o Guarda-Roupa

“– Seja bem-vindo, Pedro, Filho de Adão – respondeu Aslam. – Bem-vindas, Susana e Lúcia, Filhas de Eva. Bem-vindos, Sr. e Sra. Castor.


A voz, profunda e generosa, teve o efeito de um calmante. Ficaram alegres e animados, não mais perturbados por estarem ali sem dizer uma palavra.


– Mas por onde anda o quarto humano? – perguntou Aslam.


– Quis traí-los e aderiu à Feiticeira Branca, Aslam – respondeu o Sr. Castor.”

(LEWIS, C.S. – As Crônicas de Nárnia: O Leão, a Feiticeira e o Guarda-Roupa)



A Cadeira de Prata

“O Leão, com os olhos, puxou as crianças para perto dele e tocou-lhes os rostos pálidos com a língua. [...]


- Por favor, Aslam – disse Jill, podemos ir para casa agora?


- Podem. Vim para levá-los.


Aslam abriu a boca e soprou. Dessa vez não tiveram a impressão de voar: em vez disso, era como se estivessem firmes no chão, e o hálito de Aslam soprasse para longe o navio, o rei morto, o castelo, a neve, o céu de inverno. Todas essas coisas flutuavam no ar como anéis de fumaça.”

(LEWIS, C.S. – As Crônicas de Nárnia: A Cadeira de Prata)



A Última Batalha

“Aslam dirigiu-se para a porta, seguido de todo o grupo. Então levantou a cabeça e rosnou:


- O tempo é chegado. Agora! Tempo! E depois rosnou mais alto. – Tempo! E depois tão alto que até as estrelas estremeceram: – TEMPO!


Então a porta se abriu.”

(LEWIS, C.S. – As Crônicas de Nárnia: A Última Batalha)



A Viagem do Peregrino da Alvorada

E ali estava o próprio Aslam, erguendo-se acima deles e irradiando luz de sua juba.


- Aslam! – exclamou Lúcia. Ensine para nós como poderemos entrar no seu país partindo do nosso mundo.


- Irei ensinando pouco a pouco. Não direi se é longe ou perto. Só direi que fica do lado de lá de um rio. Mas nada temam, pois sou eu o grande Construtor da Ponte. Venham. Vou abrir uma porta no céu para enviá-los ao mundo de vocês.”

(LEWIS, C.S. – As Crônicas de Nárnia: A Viagem do Peregrino da Alvorada)


Príncipe Caspian

“– Ora essa, ora essa! E eu que estava tão feliz por tê-lo encontrado de novo. Pensei que ficaria a seu lado. Pensei que você viria rugindo e que os inimigos fugiriam de medo… como da outra vez. Afinal, vai ser horrível.


– Será difícil para você, querida, mas as coisas nunca acontecem duas vezes da mesma maneira. Todos nós já passamos momentos difíceis em Nárnia.


Lúcia escondeu o rosto na juba. Mas devia haver nela algum poder mágico, pois ela se sentiu invadida pela força do Leão. Sentando-se de repente, disse:

– Desculpe, Aslam. Estou pronta.”


(LEWIS, C.S. – As Crônicas de Nárnia: Príncipe Caspian)



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Em 1973, surgiu nos EUA um grupo formado por três irmãos – Annie Herring, Nelly Greisen e Matthew Ward. O Grupo encontrou o ápice do sucesso no fim doa anos 70 e início dos 80. Em 1980, lançaram “The Roar of Love”, um álbum inspirado nas Crônicas de Nárnia, de C. S. Lewis, com músicas que Annie estava trabalhando num processo de oito anos.

(Fonte: Wikipedia – adaptado)

Por Nárnia e por Aslam, o Grande Leão. Uma vez me perguntaram o que teria acontecido se Edmundo fosse sacrificado mesmo e apenas respondi – “Nunca se sabe o que teria acontecido”.


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Ermo do Lampião - Por Marcelo Ramos

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