domingo, 8 de maio de 2011

O Badalar das nossas escolhas - Ermo do Lampião










Em “O Sobrinho do Mago”, Digory e Polly são transportados, graças a anéis mágicos criados pelo tio do menino, a um mundo paralelo, o Bosque Entre Dois Mundos, portal para outras dimensões. Nesse contexto, as crianças param em Charn, uma cidade completamente destruída e sem vida. Explorando o novo mundo, encontraram um castelo e no mesmo um enorme salão, com vários tronos, onde se sentavam pessoas gigantes. No meio do salão, Digory encontrou um sino com os dizeres anteriormente citados e caiu em um dilema. Tocar ou não tocar?


Bom, com essa situação apresentada por Lewis podemos tirar uma lição legal para o nosso dia. Diversas vezes sofremos quando ficamos diante de um dilema. Qual caminho seguir? Quem escolher? O que fazer? Como aconselhar? Perguntas assim são incógnitas para muitas pessoas, que, muitas vezes, por medo, não arriscam algo novo em suas vidas.

O medo é um sentimento inerente à existência do homem, criatura acostumada a temer aquilo que não conhece. Sair da zona do conforto algumas vezes é difícil, mas preciso e necessário. Eu, pelo menos, acredito que é bom se arriscar algumas vezes na vida, pois se não o fizermos, ‘jamais saberemos que teria acontecido’.

Todas, sem exceção de alguma, as nossas decisões influenciam nossa existencia e das pessoas ao nosso redor, num efeito dominó. Nossas escolhas podem trazer coisas boas, mas nem sempre. Vamos ao exemplo de Digory. O menino não segurou a curiosidade e tocou o sino. Consequências: Despertou Jadis, vilã cruel e sem escrúpulos, que maculou o território de Nárnia. Digory foi o responsável por todos esse ocorrido e pelo desdobrar do mesmo. No entanto, o que teria acontecido se ele não tivesse tocado o sino? Provavelmente, ele e Polly voltariam para Terra, Nárnia seria criada por Aslam, sem mal algum, mas a mesma não precisaria da ajuda dos Pevensie. Talvez, os Telmarinos invadiriam o país e quem viria em auxílio de Caspian? Quem resgataria os sete lordes banidos, se é que eles existiriam? Enfim, como eu disse, nossas escolhas são cheias de consequências.

Arrepender-se de algo fazer algo, talvez seja melhor do que se arrepender de não ter o feito. Se houver um lado ruim com sua decisão, sempre, sempre, mesmo que a longo prazo, haverá algo bom como razão da mesma. Arrisque! Dê uma chance a seu discernimento, assuma as rédeas da sua vida, conforme ela lhe proponha as tarefas com o tempo, e assim, eu acho, que você terá uma vivência melhor. Digory trouxe o mal para Nárnia, mas ao mesmo tempo uma grande quantidade de coisas boas , consequência de sua escolha: tocar o sino.

E você, tocaria o sino de Charn?

terça-feira, 3 de maio de 2011

Aslam - O Grande Leão: O Filho do Imperador de Além Mar





A postagem pode possuir alguns spoilers das crônicas. Se você não as leu e não quer perder a emoção, não prossiga!


Fui a uma festinha infantil de um vizinho da minha avó no meio de uma chácara e lá fiquei inspirado. Chegamos de tarde lá e estava ventando. O local era rodeado por árvores e estas pareciam bailar ao ritmo do vento, como as de Nárnia. Com isso, lembrei-me do Grande Leão, Aslam, e pensei em escrever algo homenageando o filho do Imperador de Além Mar.

Aslam é o único personagem de Lewis a aparecer em todos os livros, participando ativamente. Foi responsável pela criação de toda a terra mágica de Nárnia e pela destruição da mesma. Confira abaixo um trechinho de cada livro, nos quais Aslam faz um de suas várias aparições. Um apaeritivo para quem não leu, além de um convite, e boas recordações para quem já o fez.

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O Sobrinho do Mago

“No escuro, finalmente, alguma coisa começava a acontecer. Uma voz cantava. Muito longe. Nem mesmo era possível precisar a direção de onde vinha. Parecia vir de todas as direções, e Digory chegou a pensar que vinha do fundo da terra. Certas notas pareciam a voz da própria terra. O canto não tinha palavras. Nem chegava a ser um canto. De qualquer forma, era o mais belo som que ele já ouvira. Tão bonito que chegava a ser quase insuportável. [...]

Era um Leão. Enorme, peludo e luminoso, ele estava de frente para o sol que nascia. Com a boca aberta em pleno canto, ali estava ele, a menos de trezentos metros de distância.”

(LEWIS, C.S. – As Crônicas de Nárnia: O Sobrinho do Mago)



O Cavalo e seu Menino

“- Pela juba do Leão, Tarcaína, não sou desse tipo – respondeu Bri, indignado. – Apenas guardo respeito por mim mesmo e pelos cavalos da minha espécie, nada mais.


- Bri – retornou Aravis, que não estava muito interessada no corte da cauda -, há muito tempo que desejo fazer-lhe uma pergunta: por que vive jurando pelo Leão ou pela juba do Leão? Pensava que tinha horror de leão.


- E tenho. Mas quando falo do Leão estou me referindo a Aslam, grande redentor de Nárnia, que nos livrou do inverno e da feiticeira. Todos os Narnianos juram por ele!”

(LEWIS, C.S. – As Crônicas de Nárnia: O Cavalo e seu Menino)



O Leão, a Feiticeira e o Guarda-Roupa

“– Seja bem-vindo, Pedro, Filho de Adão – respondeu Aslam. – Bem-vindas, Susana e Lúcia, Filhas de Eva. Bem-vindos, Sr. e Sra. Castor.


A voz, profunda e generosa, teve o efeito de um calmante. Ficaram alegres e animados, não mais perturbados por estarem ali sem dizer uma palavra.


– Mas por onde anda o quarto humano? – perguntou Aslam.


– Quis traí-los e aderiu à Feiticeira Branca, Aslam – respondeu o Sr. Castor.”

(LEWIS, C.S. – As Crônicas de Nárnia: O Leão, a Feiticeira e o Guarda-Roupa)



A Cadeira de Prata

“O Leão, com os olhos, puxou as crianças para perto dele e tocou-lhes os rostos pálidos com a língua. [...]


- Por favor, Aslam – disse Jill, podemos ir para casa agora?


- Podem. Vim para levá-los.


Aslam abriu a boca e soprou. Dessa vez não tiveram a impressão de voar: em vez disso, era como se estivessem firmes no chão, e o hálito de Aslam soprasse para longe o navio, o rei morto, o castelo, a neve, o céu de inverno. Todas essas coisas flutuavam no ar como anéis de fumaça.”

(LEWIS, C.S. – As Crônicas de Nárnia: A Cadeira de Prata)



A Última Batalha

“Aslam dirigiu-se para a porta, seguido de todo o grupo. Então levantou a cabeça e rosnou:


- O tempo é chegado. Agora! Tempo! E depois rosnou mais alto. – Tempo! E depois tão alto que até as estrelas estremeceram: – TEMPO!


Então a porta se abriu.”

(LEWIS, C.S. – As Crônicas de Nárnia: A Última Batalha)



A Viagem do Peregrino da Alvorada

“E ali estava o próprio Aslam, erguendo-se acima deles e irradiando luz de sua juba.


- Aslam! – exclamou Lúcia. Ensine para nós como poderemos entrar no seu país partindo do nosso mundo.


- Irei ensinando pouco a pouco. Não direi se é longe ou perto. Só direi que fica do lado de lá de um rio. Mas nada temam, pois sou eu o grande Construtor da Ponte. Venham. Vou abrir uma porta no céu para enviá-los ao mundo de vocês.”

(LEWIS, C.S. – As Crônicas de Nárnia: A Viagem do Peregrino da Alvorada)


Príncipe Caspian

“– Ora essa, ora essa! E eu que estava tão feliz por tê-lo encontrado de novo. Pensei que ficaria a seu lado. Pensei que você viria rugindo e que os inimigos fugiriam de medo… como da outra vez. Afinal, vai ser horrível.


– Será difícil para você, querida, mas as coisas nunca acontecem duas vezes da mesma maneira. Todos nós já passamos momentos difíceis em Nárnia.


Lúcia escondeu o rosto na juba. Mas devia haver nela algum poder mágico, pois ela se sentiu invadida pela força do Leão. Sentando-se de repente, disse:

– Desculpe, Aslam. Estou pronta.”


(LEWIS, C.S. – As Crônicas de Nárnia: Príncipe Caspian)



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Em 1973, surgiu nos EUA um grupo formado por três irmãos – Annie Herring, Nelly Greisen e Matthew Ward. O Grupo encontrou o ápice do sucesso no fim doa anos 70 e início dos 80. Em 1980, lançaram “The Roar of Love”, um álbum inspirado nas Crônicas de Nárnia, de C. S. Lewis, com músicas que Annie estava trabalhando num processo de oito anos.

(Fonte: Wikipedia – adaptado)

Por Nárnia e por Aslam, o Grande Leão. Uma vez me perguntaram o que teria acontecido se Edmundo fosse sacrificado mesmo e apenas respondi – “Nunca se sabe o que teria acontecido”.


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Ermo do Lampião - Por Marcelo Ramos

Aprendendo com Lewis - Bruna Amorim

“O tempo em Nárnia não corre como em nosso mundo. Mesmo que passemos cem anos em Nárnia, voltamos ao nosso mundo exatamente no mesmo dia e na mesma hora em que partimos. Mas, se quisermos voltar a Nárnia depois de termos passado uma semana aqui, podem já ter se passado mil anos em Nárnia, ou um dia só, ou até não ter passado tempo algum. Só quando se chega lá é que se sabe quanto tempo passou.”

A Viagem do Peregrino da Alvorada, página 407 – Volume Único



Um dos assuntos mais discutidos em relação a Nárnia é a questão do tempo. Afinal, como funciona o tempo em nosso mundo se comparado a Nárnia?

Recebemos muitas perguntas de fãs nos questionando isso, e infelizmente, não temos a resposta.

Como visto no trecho transcrito de A Viagem do Peregrino da Alvorada, acima, percebemos que as próprias personagens das histórias percebem o quão complexa é a passagem do tempo no dois mundos. A propósito, a fala acima foi feita por Edmundo.

Porém, ninguém melhor para explicar a complicada questão do tempo, do que o próprio autor, não acham? Isso mesmo, Lewis!

Abaixo, o País de Aslam traz a vocês, uma gravação de voz feita por Lewis, onde ele explica alguns pilares do Cristianismos, considerados “polêmicos” e e de difícil entendimento por parte das pessoas. Tais teses culminaram em um livro que se chama “Cristianismo puro e simples” onde o autor fala acerca de outros assuntos que sempre geram confusão na cabeça das pessoas, mas se forem analisar cuidadosamente, verão que é muito simples de entender.

Depois de ver e entender o que Lewis diz no vídeo, tentem aplicar às histórias de Nárnia e, desta forma, vocês verão que a tese de Lewis se encaixa completamente em Nárnia e faz muito sentido!





Porque mil anos são aos teus olhos como o dia de ontem que passou, e como a vigília da noite. Salmos 90:4



Mas, amados, não ignoreis uma coisa, que um dia para o Senhor é como mil anos, e mil anos como um dia.
2 Pedro 3:8


Por Nárnia e por Aslam!

Bruna Amorim - País de Aslam: A Mensagem do Grande Leão

quarta-feira, 13 de abril de 2011

Cinco Pedras Lisas - Por Ângela Valadão Cintra


Tomou o seu cajado na mão, escolheu para si cinco pedras lisas do ribeiro, e as pôs no alforje de pastor que trazia… e, lançando mão da sua funda, foi-se chegando ao filisteu. (1Sm 17.40.)


Todos conhecem a heróica luta travada entre o pequeno pastor de ovelhas, Davi, e o gigante filisteu, Golias. O grandalhão fora formado pela “Academia Militar de Gate”. Era forte, ágil, treinado para guerrear, e estava vestido de uma armadura impenetrável para o combate. Entretanto o pequeno Davi não conseguia nem mesmo andar com a armadura do rei Saul. Não estava trajado para a guerra. Não possuía espada ou lança. O que teria levado Davi a enfrentar esse duelo mortal? Ele já havia experimentado vitórias incríveis em lutas com animais ferozes, chegando a matar um urso e um leão. Agora seria a vez de matar, com a força do Senhor, um gigante. Esta era a sua arma: o nome do Senhor.

Ele toma, então, cinco pedras lisas do ribeiro e as põe no alforje. A escolha das pedras era decisiva. Tinha de ser pedras lisas, que não mudariam o rumo da trajetória aplicada. Essas pedras simbolizam a causa da nossa vitória no mundo espiritual. Nós somos considerados “pedras vivas”, sem “pontas” ou asperezas. Assim deve ser o nosso viver. A primeira pedra atirada logo encontrou seu alvo: a testa do gigante, que veio ao chão.

Você jamais deve temer o inimigo pela sua aparência ou poder de intimidação. Sua fé deve sempre estar colocada em Jesus. Ele já derrotou todos os nossos inimigos. Agora é somente ter uma vida “lisa”, sem “brechas”, e, certamente, os “gigantes” cairão ao chão. Se você tem sofrido derrotas, olhe como está seu coração. Está “limpo”? Caso contrário, deixe-o por um pouco no “ribeiro das águas vivas”, sendo “rolado” no contato com a Palavra. As arestas serão alisadas pelo arrependimento, pelo perdão, e assim a vitória será certa. Amém?

Nos momentos mais difíceis, quando ruge o furacão,

Quando cai torrente forte e, sem norte, eu fico sem direção.

Então clamo, rogo, me ajoelho para pedir: “Salva-me, oh Senhor,

Sustenta-me em teu temor!”

E tu me respondes. E não te escondes,

Mas estendes para mim o teu olhar e me vens salvar.


PAI CELESTIAL, SEI QUE ESTÁS SEMPRE COMIGO, POR ISSO NÃO TEMEREI O INIMIGO NO DIA DA BATALHA. TEU NOME É A MINHA PROTEÇÃO. AMÉM.

domingo, 10 de abril de 2011

Batalha do Beruna

“Muitas lições aprendemos através de Nárnia, mas uma me chamou atenção logo que conheci as Crônicas de Nárnia: a Batalha do Beruna.
Todos nós passamos por incontáveis conflitos em nossas vidas.
Diariamente inúmeras situações nos acontecem; escolhas que devemos tomar, pensamentos que vem à nossa mente e vivemos verdadeiras batalhas de pensamentos, de sentimentos, de decisões, de atitudes e contra tudo aquilo que nos atormenta diariamente.
O mal que habita em nós a todo momento quer nos dominar e nos fazer desistir de tudo aquilo que cremos, respeitamos e amamos.
Nós não queremos desistir daquilo que move nossos corações e dá refrigério para nossas almas, por que isso é o que nos dá segurança nos momentos de crise e de dificuldade; é aquilo que faz com que nos sintamos bem.
O Bem que habita em nós luta constantemente sem que consigamos perceber o que acontece.
Às vezes vencemos, às vezes perdemos, porém sempre que falhamos sentimos que precisamos de ajuda.
Algumas perdas são passageiras, outras são permanentes, e na maioria das vezes as nossas perdas são causadas por nossas próprias decisões, por que permitimos que o mal vença dentro de nós.
De qualquer forma nossa existência não se resume a isso; uma simples batalha eterna de pensamentos.
Quando você escolhe um lado entre o bem e o mal, o seu reforço chegará logo: o Grande Leão chegará rugindo e destruirá o poder do mal dentro de nós que optamos por acreditar.
Ele se virará para nós e dirá com uma voz suave: “Está terminado”.
Nos guiará calmamente pelos pastos verdejantes, nos mostrará as águas tranquilas e nos levará ao nosso verdadeiro Lar.”
Por Nárnia e por Aslam
Autor: Carlos Matheus da Silva Mello

Confiantes na Promessa de que Ele Vem


“[...] Santo, santo, santo, é o Senhor Deus, o Todo-Poderoso, que era, que é e que há de vir.” Apocalipse 4:8
O Senhor Jesus, sem dúvidas, é um Deus de compromissos. E o maior e mais sublime de todos eles, é o que está descrito em “[...] Eu vou, mas voltarei para ficar com vocês!” (Mateus 14:28). Nós sempre ouvimos os outros dizerem que Jesus vem, nós mesmos dizemos que Jesus está voltando, mas o real sentimento que deve existir dentro de nós, muitas vezes, não existe. São apenas palavras. Agora eu me pergunto: Do que adiantaria viver para Jesus apenas nesta vida? Qual seria o sentido de evangelizar os outros e ganhá-los para Jesus? Apenas para que eles digam “Eu O aceito” e pronto? É por causa disso que Jesus nos manda ir à todos os povos?
A questão é que a nossa maior esperança não tem sido renovada todos os dias. O motivo maior pelo qual queremos que os outros O aceitem, enquanto é tempo, não tem sido o grande destaque de nossas vidas. Temos vivido nossos dias, enfrentado nossas lutas e barreiras e não temos lembrado, muitas vezes, que aquilo que estamos passando não se compara com o que virá.
O “que era” do texto de Apocalipse 4 nos garante a base naquilo que acreditamos, pelo que Ele foi. O “que é” nos dá o conforto que precisamos, pois com isso sabemos que Ele não mudou, e ainda age livremente em nossas vidas. Mas o “e que há de vir” nos traz esperança, nos traz perseverança, nos faz esquecer daquilo que temos passado e vivido e nos mostra que há uma luz, Ele vêm! Ele vêm! Ele vêm! É essa a causa pela qual temos que nos esforçar para anunciar aos outros que precisam aceitá-Lo e reconhecê-Lo. Ele vêm! E vai querer levar com Ele aqueles que O foram fiéis, que sofreram por causa dEle, que O amaram, que O encarnaram, enfim, aqueles que decidiram crer que a promessa que Ele fez há milênios atrás ainda é viva.
Podemos estar enfrentando a diversidade que for, o sofrimento que for. Talvez não haja mais dinheiro para pagar as contas, talvez não haja mais motivação para O adorar, talvez não haja mais fogo para resistir à tudo o que o mundo está te oferecendo, mas lembre-se: a promessa continua a ecoar, viva, nos quatro cantos da terra: Ele vêm! Ele vêm! Ele vêm! E o importante não é saber o dia nem a hora, mas sim saber que nós seremos levados com Ele, a qualquer hora, em qualquer lugar. Pois assim como conhecemos o lado bom dessa vinda, sabemos também o lado mal que está reservado à todos os que não creram, não O aceitaram, não sofreram por Ele. Quando as tempestades vierem, tente se imaginar chegando na glória e, dando um abraço bem apertado em Jesus, você diz a Ele: “Pai, valeu a pena!”
“Eu penso que o que sofremos durante a nossa vida não pode ser comparado, de modo nenhum, com a glória que nos será revelada no futuro.” Romanos 8:18
Portanto, ainda que a pior das circunstâncias venha nos atingir, venhamos crer que nada pode se comparar com aquilo que viveremos ao lado de Jesus na glória. Viveremos, todos, em harmonia, louvando junto com os antigos profetas e nomes da Bíblia Sagrada e o Senhor Jesus, eternamente. Ali não haverá choro nem dor, e perpetuamente estaremos face a face com o nosso Senhor. Eternamente!
Segure esta palavra, ela é eterna.
NEle, que, sem dúvidas, há de vir,
Tadeu Ribeiro.


sábado, 9 de abril de 2011

Continuamente diante de mim - Ana Paula Valadão


“Tu, Senhor, és a porção da minha herança… tenho posto o Senhor continuamente diante de mim… na Tua presença há plenitude de alegria… delícias perpetuamente” Salmo 16: 5,8,11


Ah! Quanto prazer perdemos quando não colocamos o Senhor continuamente diante de nós! Que Ele seja o centro de nossas vidas, de nossas atencões, de nossos pensamentos e sentimentos o dia todo!

Que o Senhor seja o nosso primeiro pensamento ao despertarmos pela manhã. Que seja o companheiro com quem falamos durante o dia, nas horas mais simples de alegrias ou de tensões. Que seja o suspiro ao deitarmos na cama, e ao fecharmos os olhos, que seja a ocupação dos nossos sonhos!

Ah! Que o Senhor seja nossa maior alegria. Falar sobre Ele, cantar para Ele, seja para nós uma verdadeira delícia! Aliás, enquanto jejuamos de tantas “delícias” nesses 40 dias, que tal as trocarmos pelas delícias que só encontramos na Presença do Senhor? (Imagine um banquete de paz, perdão, amor, domínio próprio, gozo…)

Que o Senhor seja nossa plenitude de alegria, e nossa porção, nossa riqueza, nossa herança. Mesmo quando muitos ao nosso redor buscam desesperadamente os tesouros desta terra, ainda que legitimamente (para cuidar de suas famílias, etc), que nosso coracão esteja em outro tipo de “investimento”. Que nosso maior tesouro seja Aquele que traça não corroe, ladrão não pode roubar… a Presença do Senhor… continuamente… perpetuamente

quarta-feira, 6 de abril de 2011

Teologia Relacional: a inútil discussão acerca de Deus - Caio Fábio

Piedosas são sempre as tentativas humanas de pensar Deus sem vivê-Lo.


Sim! Quando a alma não quer a revelação e suas implicações de uma existência em fé e sem justiça-própria, entregando o ser sem pára-quedas a Deus, o que surge é uma “teologia”.

Cada vez mais me perguntam o que acho da Teologia Relacional ou do Processo, as quais só não são a mesma coisa por uma diferenciação escolástica.

Ora, sem mencionar tais nomes em muito do que escrevo, entretanto deixo claro o que penso em todos os conteúdos deste site, os quais (os conteúdos) batem de frente contra tais especulações.

Mas para aqueles que só entendem as coisas se elas tiverem nome e endereço, digo aqui o seguinte:

1. Que é loucura humana buscar entender como Deus é para além da revelação que Jesus fez e faz do Pai. Deus é Deus. E cabe ao homem amá-Lo conforme o que Dele se pode conhecer ou nos é revelado.

2. Que a especulação sobre a relação de Deus com a História Humana que não se fundamente na revelação que Jesus trás de Deus é tola, infantil, presunçosa e inútil.

3. Que tais especulações apenas desviam a atenção para algo que não se pode conhecer, em detrimento do que de Deus se pode conhecer.

4. Que Deus não é conhecido pelo intelecto, mas pela sensibilidade que tem no espírito humano seu chão e sua base. Assim, Deus se revela sem se explicar.

5. Que tanto o Calvinismo como também a Teologia Relacional são manifestações humanas equivocadas, ainda que sinceras, pois a Escritura é propositalmente contraditória e paradoxal aos sentidos humanos, posto que o que ela revela é divino, e não está ao alcance da especulação que busca sistematizar Deus.

6. Que se tem que viver com a humildade de quem ama Aquele que não pode ser compreendido, ao mesmo tempo em que se ponha em pratica tudo o que Dele se pode compreender; e que diz respeito ao homem e sua relação com Deus pela fé, e com a vida pelo amor.

7. Que a Teologia Relacional que as Escrituras ensinam nada tem a ver com o modo de Deus ser em relação ao homem para além do revelado, como quem busca entender os caminhos de Deus que são mais altos que os nossos caminhos. A Teologia Relacional que as Escrituras ensinam é justamente aquela que é evitada pelos teólogos na busca de entenderem o que não nos é possível — que é a relação do homem com Deus pela fé.

8. Que tal discussão não passa de sexo dos anjos, posto que dissimula o que é revelado; ou seja: que os homens se relacionem uns com os outros, com Deus, com a vida. Ora, a dissimulação é pensarem que estão muito ocupados pensando Deus.

9. Que Jesus acharia (pela manifestação que o Evangelho nos traz Dele) tudo isso uma grande tolice do tipo da dos escribas dos saduceus — que não criam na revelação em sua simplicidade, e, assim, criaram uma teologia na qual as ações dos homens e as de Deus se tornavam a mesma coisa.

10. Que a única Teologia Relacional que pode ser intelectualmente levada a sério é aquela que diz respeito ao homem com o homem; e ao homem com Deus, conforme João nos ensina em sua epístola de modo tão claro e óbvio.

Assim, sem citar nomes, autores ou supostos pensadores, digo:

Não levo à sério quem pensa assim, pois, quem pensa, assim não pensa, posto que pelo seu próprio pensar (se pensa de fato), vê que não é possível “pensar Deus”, pois Deus está acima do próprio pensamento.

Ora, se assim não fosse dir-se-ia que o homem, o justo, seria justificado pelo seu pensar!

O mundo está estrebuchando. Mas há pessoas dedicadas a fazer fimose de Deus, ao invés de simplesmente viverem o Evangelho conforme a simplicidade de Jesus.

Toda tentativa de pensar Deus para entendê-Lo, não apenas é tola, mas, sobretudo, é diabólica, pois, tira a energia humana do foco simples do Evangelho, e leva a pessoa para um ambiente virtual de uma piedade de sarcófago, posto que nada mais faz do que a exumação do único “Deus” passível de ser objeto de tal coisa — o “Deus da teologia”.

Digo isso não porque não pense. Sei que se começasse a especular sobre “Deus” eu seria muito bom nisto, pois, imaginação não me falta, muito menos capacidade de pensar com todas as implicações filosóficas de tal “viagem”.

Minha recusa quanto a tais coisas, portanto, não me acomete como sentimento de limitação no pensar até onde pensar seja possível, mas exclusivamente em razão de duas coisas: do temor de Deus conforme a consciência que tenho acerca Dele, assim como em razão da certeza total de que tais exercícios apenas exercitam a vaidade, mas não têm poder algum quanto a levar a vida à verdadeira experiência de Deus como conhecimento profundo e como piedade aplicável a esta existência.

O site, todavia, contém textos e textos que explicam em detalhes a vaidade de tais especulações!

Chega de Disneylândia teológica.

O buraco é infinitamente acima de nossas cabeças!

Assim, para os devotos da especulação que só interessa ao desinteresse pelo que de fato importa e interessa — eis a Palavra do Evangelho:

Disse-lhe Filipe: “Senhor mostra-nos o Pai, isso nos basta”. Disse-lhe Jesus: “Estou há tanto tempo convosco, e não me tendes conhecido, Filipe? Quem me vê a mim vê o Pai; e como dizes tu: Mostra-nos o Pai? Não crês que eu estou no Pai, e que o Pai está em mim? As palavras que eu vos digo não as digo de mim mesmo, mas o Pai, que está em mim, faz as suas obras. Crede-me que estou no Pai, e que o Pai em mim; crede-me ao menos por causa das mesmas obras. Em verdade vos digo que aquele que crê em mim também fará as obras que eu faço, e as fará maiores do que estas, porque eu vou para meu Pai. E tudo quanto pedirdes em meu nome eu o farei, para que o Pai seja glorificado no Filho. Se pedirdes alguma coisa em meu nome, eu o farei. Se me amais, guardai os meus mandamentos”.


Assim, a Teologia Relacional de Jesus não diz como Deus é, mas Quem Deus é. Desse modo apenas diz para se ver o Pai no Filho revelado e encarnado. Diz que tudo tem a ver com crer ou não crer. Diz que o que está disponível aos nossos sentidos são obras divinas a serem vistas e discernidas pela fé na revelação. Diz que tal relacionalidade é com Deus, e que ela se manifesta mediante a obediência e o amor. E conclui afirmando que a especulação sobre o Pai é tolice, pois o que do Pai se pode conhecer está revelado em Jesus.

Desse modo a questão de Jesus ecoa outra vez: “Estou há tanto tempo convosco, e não me tendes conhecido?”

Nele, que jamais se ocuparia com tais coisas, como de fato, tendo todas as chances, não o fez.

PS: Se pelo menos os teólogos entendessem um pouquinho acerca de física quântica, saberiam quão tola tal discussão é em sua busca de discutir a atemporal soberania de Deus e a temporal e relativa liberdade humana. Sem um mínimo de consciência sobre o significado físico do tempo, não se tem nem como entender que não se pode entender a eternidade. Sim! Porque já que não crêem, poderiam pelo menos ir além das categorias medievais de nossas teologias a fim de pensarem de modo a fazer sentido com o que pensar significa.

Vou-me embora agora pra longe, meu caminho é ida sem volta (Quem dá tempo é relógio...)


Não quero me apegar em miudezas, mas às vezes acontece. Sei que não é a hora. Agora é olhar para a frente e enxergar o passado como de fato ele é: as tais águas passadas que não movem moinhos. Agora, é tocar o barco pra frente com o seguinte pensamento: quem dá tempo é relógio. Não existe tempo além daquele que vêm do Senhor e não de outras pessoas, não importando quem seja.


É preciso continuar e respirar fundo muitas vezes. Não pensar no que poderia ter sido, porque “o que poderia ter sido” nunca seria. O que existe é o agora e ele me basta, por mais que às vezes eu me debata, me contorça e tente fugir.

Sorte a minha que no meio disso tudo eu tenho mais do que um ombro. Tenho carinho, abraços, amor e compreensão. Tenho alguém que consegue ser tolerante, “não com os que erram pouco, mas com os que erram muito e irremediavelmente”. E o que menos quero é perder esse companheirismo. Não apenas por ser acolhedor, mas por partir de alguém que quanto mais conheço, mais admiro, e mais tenho carinho.

Se a vida me trouxe até aqui deve haver algum propósito. Com certeza, há uma razão de ser. Também não vou pensar que a culpa é única e exclusivamente minha. Não é. Eu sei que não é, qualquer um com um pouco de empatia sabe disso. Mas agora é por minha conta e risco. Há bagunça no meu quarto (que ainda não sinto como meu) e de vez em quando há bagunça no meu coração. Essa minha mente sempre me pregando peças, querendo me jogar no chão. But, I say no, no, no!

Vou seguindo assim, aprendendo a respirar e respeitar. Guardando as lágrimas para uns poucos momentos. Acreditando que vai dar certo e que nada vai se perder pelo caminho.

Na certeza de que encontrei a pessoa que me ama de verdade...

Os sinais de Aslam



Creio que todos nós sabemos qual foi a missão de Jill (livro: A Cadeira de Prata), e também o seu desfecho. Mas vamos analisar um pouco sua missão comparando-a com fatos que ocorrem no nosso cotidiano.


Quando Aslam contou os sinais, ele deu um “mapa” nas mãos de Jill.


“Estes são os sinais pelos quais hei de guiá-la na sua busca. Primeiro: logo que Eustáquio colocar os pés em Nárnia, encontrará um velho e grande amigo.

Deve cumprimentar logo esse amigo; se o fizer, vocês dois terão uma grande ajuda.

Segundo: vocês devem viajar para longe de Nárnia, para o Norte, até encontrarem a cidade em ruínas dos gigantes.

Terceiro: encontrarão uma inscrição numa pedra da cidade em ruínas, devendo proceder como ordena a inscrição.

Quarto: reconhecerão o príncipe perdido (caso o encontrem), pois será a primeira pessoa em toda a viagem a pedir alguma coisa em meu nome, em nome de Aslam.”

(A Cadeira de Prata, pág. 529, 530)



E ainda deixou-lhe uma recomendação muito importante:

 “(…) lembre-se dos sinais! Repita-os ao amanhecer, antes de dormir e, caso acordar, durante a noite. Por mais estranhos que sejam os acontecimentos, de maneira alguma deixe de obedecer aos sinais. Em segundo lugar, aviso-a de que falei, aqui na montanha, com a maior clareza: não o farei sempre em Nárnia.” (pág. 530)

Aslam ordena que a garota repita sempre os sinais, antes de dormir e caso acorde durante a noite, recomenda que ela nunca deixe de obedecer os sinais.

Nós seres humanos temos uma dificuldade enorme em obedecer.

Por mais que você diga que tem facilidade de obedecer, que não é curioso, uma vez ou outra sua curiosidade o vence e você acaba desobedecendo.

Porque desde o início o mal instiga uma certa curiosidade em nós; sempre aparece de uma forma atraente.

Quando a Dama do Vestido Verde os aconselha a seguir em direção à casa de Harfang, ela apresenta uma bela saída aos olhos das crianças, afinal quem não iria gostar de uma boa comida e um belo banho quente sabendo que o inverno estava se aproximando.

Mas o que aos seus olhos parecia o bem, era na verdade, mais uma vez o mal disfarçado querendo apenas uma brechinha para causar um estrago imensurável.

Por isso a importância de lembrarmos os sinais que Ele nos dá.

Às vezes vemos claramente seus sinais, mas não é sempre assim.

Às vezes seus sinais estão presentes nos pequenos detalhes. Devemos nos lembrar de cada detalhe de uma forma especial assim não correremos risco de esquecê-los, nem de desistir diante da tentação do mal.

Autor: Carlos Matheus de Mello

Por Nárnia e por Aslam!

terça-feira, 5 de abril de 2011

Receberemos tudo o que pedirmos?

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Obrigada Pai por todas as oportunidades maravilhosas que estás colocando diante de mim. Oportunidades de escolha para o projeto que já tens preparado para mim. Eu te louvo Senhor, porque sem Ti, eu não teria chegado aonde cheguei. Obrigada por que o Senhor me livrou de algo que eu nem imaginava. Obrigada pelas pessoas que hoje sei porque elas surgiram de uma simples amizade para evoluir para algo muito maior do que eu esperava. Obrigada porque hoje eu sei que TENHO AMIGOS DE VERDADE. Obrigada pela "poda" que o Senhor realizou em minha vida. Obrigada pelo consolo e paz nos tempos difíceis. Obrigada por todo o amor que deste ao meu coração. Tua presença me aquieta a alma e me faz descansar como um bebê que não precisa se preocupar. Minha vida escondida em Tuas mãos está. Obrigada porque o Senhor está comigo e não me deixa nunca. Posso confiar no Senhor e que sempre respondes TODAS as minhas orações. Em nome de Jesus, amém!
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Disse Jesus: “Em verdade, em verdade vos digo que tudo quanto pedirdes ao Pai, ele vo-lo concederá em meu nome” (João 16.23). Alguns anos depois, Paulo pediu, por três vezes, que Deus retirasse seu espinho da carne, mas isto não lhe foi concedido (2Co 12.7-9).

Será que estamos diante de uma evidente contradição bíblica? Quando pensamos assim, estamos, de fato, diante da nossa ignorância apenas.

A quem foram dirigidas as palavras registradas em João 16.23? A onze dos discípulos de Cristo (pois Judas Iscariotes havia se retirado). Mas vejamos o que o Senhor disse a respeito de Paulo em Atos 9.16: “Pois eu lhe mostrarei quanto lhe importa padecer pelo meu nome”.

É verdade que os discípulos também sofreram pelo evangelho, mas Jesus não disse a Paulo que tudo o que ele pedisse seria concedido.

Tomamos o primeiro texto para nós, mas nunca o segundo. Tomar posse de qualquer promessa bíblica pela fé nem sempre é um procedimento seguro. Nem todas as promessas bíblicas são para mim.

Estamos tocando em questões muito difíceis, eu reconheço. Afinal, o que é para nós e o que não é? Não podemos simplesmente jogar fora a Bíblia, considerando que tudo foi escrito para outras pessoas. Também não podemos tomar tudo para nós, literalmente. Estamos num beco sem saída? Não, mas o caminho é apertado.

Por exemplo: Não podemos tomar as promessas de Deus para Israel e aplicá-las ao Brasil, como alguns líderes têm feito. Não podemos tomar posse delas individualmente. Seria usurpação. Se assim fizermos, vamos querer também um pedaço da terra prometida. Aquelas promessas do Antigo Testamento fazem parte da aliança de Deus com os judeus e não com os gentios.

Deus disse a Salomão: “Pede-me o que quiseres que te dê” (1Rs 3.5). Vamos tomar para nós esta palavra também? Não. Senão, daqui a pouco, haverá pessoas mais sábias do que aquele grande rei de Israel. Isso não acontecerá, por mais fé que tenhamos.

Jesus chamou Pedro para andar sobre as águas. Nós também vamos andar, tomando posse daquele versículo pela fé? Não. Portanto, sejamos cuidadosos com o uso das Escrituras.

Precisamos encontrar indicativos que nos permitam aplicar a promessa a nós mesmos e a outras pessoas, além daquelas às quais Jesus falava diretamente.

Por exemplo, em outro momento, Jesus disse: “Estes sinais seguirão aos que crerem...” (Mc 16). Observe que ele não disse aos discípulos: “Estes sinais VOS seguirão”. Logo, a expressão “aos que crerem” nos inclui na promessa. Aleluia!

Vejamos outros exemplos que nos incluem:

“E rogo não somente por estes, mas também por aqueles que pela sua palavra hão de crer em mim”. (João 17.20.)

“Porque a promessa (do Espírito Santo) vos pertence a vós, a vossos filhos, e a todos os que estão longe: a quantos o Senhor nosso Deus chamar”. (At 2.39.)

Pode haver textos dirigidos especificamente aos discípulos ou a algum outro personagem bíblico que contenha uma promessa geral, mas precisamos examinar cada caso. O exame de outras passagens bíblicas que tratem do mesmo assunto poderá ser muito útil nesse tipo de esclarecimento.

A bíblia toda é a palavra de Deus para nós. Como pode ser, depois de tudo o que temos dito? Continua sendo, pois ali aprendemos princípios espirituais permanentes, que vão além do sentido literal do texto.

Em todas as promessas, mesmo que particulares, encontramos possibilidades. É possível Jesus me dar algo que eu lhe peço, assim como ele prometeu aos discípulos? Sim. Ele nos tem dado muitas coisas, mas não tudo o que pedimos, mesmo porque isto poderia ser perigoso.

É possível que eu sofra pelo evangelho, assim como Paulo? Sim.

Por outro lado, as promessas que nos alcançam diretamente nos dão certeza e não indicam apenas possibilidades.

O uso de passagens bíblicas sem qualquer critério conduz muitas pessoas à decepção com Deus. Cabe aos líderes corrigir tais distorções de entendimento, ou a falta dele.

A verdade é que precisamos descobrir o propósito de Deus para cada um de nós e não ficar escolhendo promessas bíblicas aleatórias e descontextualizadas, conforme o que mais nos agrada.

Paulo tinha um relacionamento com Jesus que não dependia de detalhes das experiências dos primeiros discípulos, mas os princípios e valores eram os mesmos.

Nós também precisamos ter vivas experiências com Jesus e saber o que ele quer de nós hoje, muito mais do que aquilo que queremos dele.

Pr. Anísio Renato de Andrade

segunda-feira, 4 de abril de 2011

A Primavera vem!



Muitas vezes a nossa vida se compara à de uma árvore. Assim como a árvore, nós também vivemos diferentes estações. Não há como fugir delas. O inverno talvez seja a estação mais triste. As folhas começam a murchar até caírem completamente. As flores já não existem mais; os frutos desaparecem. O que resta para quem observa a pobre árvore são os galhos retorcidos que, uma vez expostos, revelam as imperfeições antes escondidas pela beleza superficial. Mas não devemos nos enganar: aquilo que parece estar matando a árvore na verdade é essencial para sua sobrevivência. Ainda que o inverno esteja rigoroso, seco, sem cor ou perfume, a árvore não está morta. A vida ainda está dentro dela. As forças, antes usadas para embelezar a árvore, agora são gastas para fazê-la crescer, onde ninguém vê, aprofundando suas raízes. Dizem ainda que em muitos lugares onde não há inverno, as árvores não produzem fruto.


E assim também acontece conosco. Muitas vezes Deus no guia até o deserto para ali os revelar o nosso próprio coração (Dt. 8:2). Toda a beleza superficial desaparece e passamos a enxergar as nossas próprias falhas e limitações. Nossa justiça própria se revela como um “trapo de imundície” (Is. 64.6) e nós murchamos com as folhas de uma árvore que seca. As circunstâncias que não podemos mudar e os sonhos que parecem não se realizar nos levam a um estado de desconsolo e desesperança semelhante ao de uma árvore no inverno, adoecendo o nosso coração (Pv. 13:12).

Muitos se perdem exatamente aí, no inverno de suas vidas. Mas, em vez disso, podemos nos render ao processo divino de fazer morrer o que é superficial e ganhar vida no interior. São mudanças de valores que fazem parte do nosso crescimento espiritual. O inverno é uma oportunidade de conhecermos a Deus intimamente. É no inverno da alma que podemos aprender a dependência total para com o Senhor e a desfrutar o descanso em sua soberana vontade. É na morte do “eu” que renascemos para uma nova vida: aquela que Deus tem para nós. É na falência de nossas próprias tentativas que passamos a experimentar o braço do Senhor agindo em nosso lugar. É quando não podemos mais seguir adiante que Deus nos carrega em seu colo paterno e, então, podemos chegar onde devemos ir. É na nossa limitação que experimentamos o poder de Deus se aperfeiçoando em nossa fraqueza. É assim que trocamos os trapos da nossa justiça própria pela obra perfeita e graciosa de Cristo na cruz.

Durante o inverno, podemos simplesmente nos render e adorar. É verdade que às vezes nos debatemos, mas enfim nos rendemos, entramos como que em um estado de hibernação, onde “dormimos” interiormente. Nossos sonhos, projetos, as promessas de Deus para nós parecem estar em um “estado de espera”. E realmente estão. Elas não morrem. As palavras de vida, proclamadas pode Deus a nosso respeito, estão dentro de nós, aguardando o tempo oportuno. São promessas do Senhor para o nosso casamento, para nossos filhos, para nossos ministérios. E enquanto descansamos no Senhor, Ele trabalha para cumprir cada uma de suas palavras.

Durante o inverno tudo o que podemos fazer é esperar; é ter a esperança da próxima estação. E quando primavera chegar, aquela pobre e sofrida árvore sofrerá uma maior transformação! As águas irão regá-la novamente, e ela voltará a dar flores, frutos, e suas folhas verdes serão mais bonitas do que nunca! Creia: a primavera vai chegar! E aquilo que você tanto espera deixará de ser [apenas] esperança, pois você tocará as flores, comerá os frutos e viverá o cumprimento das promessas! Assim como a noite escura passa e a alegria vem com o amanhecer, em breve a luz do Senhor vai ascender o seu coração adormecido.

No mais, deixamos com você algumas palavras do profeta Jeremias:
"Quero trazer a memória o que me pode dar esperança. As misericórdias do Senhor são a causa de não sermos consumidos, porque as suas misericórdias não tem fim; renovam-se a cada manhã. Grande é a Tua fidelidade. A minha porção é o Senhor, diz a minha alma, portanto, esperarei nEle. Bom é o Senhor para os que esperam por ele, para a alma que o busca. Bom é aguardar a salvação do Senhor, e isso, em silêncio" (Lamentações 3:21-26)

Somente a Deus seja a glória.

Ana Paula Valadão Bessa (CD Esperança – Diante do Trono 7)

sexta-feira, 1 de abril de 2011

VITÓRIA NA ORAÇÃO - THAÍS MONTEIRO


“Então, clamarás, e o SENHOR te responderá; gritarás por socorro, e ele dirá: Eis-me aqui.” (Isaías 58:9a)

Eu nunca vivi um tempo de tantas vitórias na oração! Seja nas necessidades “pequenas” de cada dia ou em situações em que uma solução não parece possível, eu estou vendo a minha fé ser honrada por Deus.

Um pouco de fé todo mundo tem. Mas a fé que presencia o impossível está em corações que alimentam sua esperança no dia a dia, não somente no desespero. Grandes coisas Deus pode e deseja fazer conosco! Para isso devemos aprender a colocar cada detalhe da nossa vida nas mãos de Deus, confiando sempre. Assim nosso coração será como o corpo de um atleta. O constante contato com Deus nos fortalecerá. E nos dará condicionamento espiritual e emocional para enfrentar as provações numa postura mais firme e confiante na vitória.

Orar por cada situação do dia faz grande diferença. Quando vem a tormenta pesada, há um histórico de vitória na nossa memória. As lembranças dos sonhos realizados, das promessas cumpridas, das orações já respondidas nos animam e encorajam. A gratidão pelo pão recebido ontem nos impulsiona a confiar hoje. E assim vamos em frente. Vencendo em oração e vendo a fidelidade de Deus bem de perto!

Na primeira situação que contei a resposta de Deus veio em 3 anos. Na segunda, 2 dias. Em ambas o que importa é que Deus não me desamparou. Na sua vida é igual, meu irmão. Algumas vezes vai “demorar”, outras serão como um relâmpago. Mas nunca, jamais, você será envergonhado se a sua fé e esperança forem colocadas no Senhor Jesus.

Hoje quero estimular você a investir na sua vida de oração. Dia a dia, manhã após manhã, entregue seu coração e seus passos a Deus. Ore em todo o tempo. Em todo o tempo ore. E você verá que o fruto de viver constantemente em oração é um só: VITÓRIA!

Carinhosamente em Cristo,

Thais

quinta-feira, 31 de março de 2011

À Sombra do Altíssimo - Pra. Ezenete Rodrigues

 

“Pois disseste: O SENHOR é o meu refúgio. Fizeste do Altíssimo a tua morada.” (Sl 91:9)

Você já parou para pensar como é forte essa proclamação?
Muitas pessoas procuram lugares seguros para morar, onde estejam protegidos de assaltos, de enchentes e de outros perigos.
Vemos também pessoas que constroem verdadeiras fortalezas com grades, câmaras, vigias e confiam que sua segurança está nos recursos humanos.
A Palavra de Deus é clara em dizer que as nossas armas não são carnais e sim espirituais.
Não existem recursos na terra, sejam físicos, dinheiro, ou qualquer outra coisa que possa nos proteger contra o nosso verdadeiro inimigo.
“O mundo jaz no maligno” e precisamos discernir os tempos e usar as armas espirituais que o Senhor já conquistou para nós.
Estamos vivendo dias em que as trevas estão sendo invocadas. Como servos de Deus não podemos ficar de braços cruzados. Precisamos clamar e pedir ao Senhor que nos esconda debaixo do Seu Esconderijo junto com nossa família.
A nossa verdadeira segurança está no Senhor e precisamos encher os céus com nossa adoração e proclamação da Palavra.
Mesmo que você vá descansar ou passear, fique vigilante! Separe momentos em que você possa adorar ao Senhor. Proclame o Salmo 91 sobre sua vida e família todos os dias.
Proclame a Palavra trazendo à existência as promessas e a Proteção do Senhor!
Escolha mudar a atmosfera espiritual de onde você está buscando a presença do Senhor.
Buscar-me-eis e me achareis quando me buscardes de todo o vosso coração.

Tenha um descanso abençoado debaixo do Esconderijo do Altíssimo!


Estudar causa enfado?



Não há limite para fazer livros, e o muito estudar é enfado da carne. Eclesiastes 12:12


O passo mais importante para a popularização do livro e da cultura foi a invenção da imprensa. Até então os livros eram manuscritos, raros e caros. Ter livros e saber ler era privilégio de uma minoria elitista, alfabetizada, em uma sociedade de analfabetos.

Hoje a situação é outra. Não ter livros e não saber ler é uma condição estranha, minoritária, no seio de uma sociedade alfabetizada. A cultura não é mais privilégio de poucos, pois os livros estão aí, às pilhas, nas livrarias e bibliotecas, à disposição de quantos queiram manusear suas páginas e sorver seu conteúdo.

Cada ano são publicados milhões de livros, que são acrescentados a outros milhões já existentes no mundo. Numa existência inteira não conseguiríamos ler sequer seus títulos! Daí a importância de lermos apenas os melhores, e não tudo o que nos cair às mãos.

O sábio Salomão, que foi ávido leitor dos escritos de sua época, declarou: “Não há limite para fazer livros, e o muito estudar é enfado da carne.” Talvez Salomão tenha lido todos os livros que lhe caíram às mãos, inclusive a vasta literatura cananeia e a chamada “sabedoria dos egípcios”, que abrangia as áreas de astronomia, medicina, arquitetura, matemática, música, pintura, embalsamamento, e filosofia mística.

É provável que Salomão também tenha lido livros sobre as práticas idólatras desses povos, suas artes mágicas e as especulações filosóficas de escritores pagãos. Como resultado, grande parte do estudo ao qual Salomão se dedicou, em vez de trazer-lhe deleite intelectual, lhe trouxe enfado. Isto é o que acontece quando o que se lê não merece ser lido, ou quando o estudo se torna um fim em si mesmo. O estudo só traz real prazer quando é um meio para se alcançar um fim mais elevado. (Obs: E na maioria dos casos, de muitos cristãos que estudam Teologia, este "estudo "causa um enfado tão grande que prejudica a ele mesmo e até as pessoas que estão a sua volta)

Até mesmo o estudo da Bíblia pode se tornar enfadonho se o leitor não tiver como motivação maior o aprender “as sagradas letras, que podem tornar-te sábio para a salvação pela fé em Cristo Jesus” (2Tm 3:15), e procurar saber qual é a “boa, agradável e perfeita vontade de Deus” (Rm 12:2). Tendo estes objetivos em mente, não nos cansaremos jamais de estudá-la.

Paulo Roberto Tavares

Senhor, consola-me em tempos difíceis!


Antes, gostaria de agradecer a todos que estão orando por mim. Como diz a palavra do Senhor: "A oração de um justo pode muito em seus efeitos.". Deus tem me encorajado e todos os dias derramado bênçãos sem medida no meu trabalho e renovando as minhas forças. Achei "aquela" jóia que eu tinha perdido a muito tempo.

Tenho dedicado meu tempo a um jejum de consagração (além de estudar e trabalhar). Dedicando meu coração e minha vida ao Senhor, apesar das adversidades, Deus tem me abençoado tanto em meu trabalho que estou tremendamente surpresa e admirada com a obra do Senhor em minha vida profissional.

As vezes, ali em minha sala de trabalho, paro o que estou fazendo e fico observando pela janela um tempo escuro, chuvoso. Fico me imaginando, subindo de avião e dando de cara com aquelas nuvens, das quais não dá pra ver um palmo adiante do nariz e que quando chegamos mais alto, contemplamos a maravilha de um céu claro e um tapete de nuvens e que acima da tempestade, daquela densa nuvem está tudo bem.

Nossa vida espiritual e emocional é bem parecida com isso. Quando as nuvens escuras dos problemas, tribulações, lutas, tristezas e sofrimentos se aproximam e se colocam em nossa frente e são tão densas e espessas que mal podemos ver o que está a frente e acabamos nos esquecendo que SEMPRE haverá um lugar de calma, luz, clareza, conforto e paz para onde podemos nos elevar. Podemos nos segurar na mão de Deus durante estes tempos difíceis e ele nos elevará até o lugar de consolo, calor e segurança que tem para nós. LUGARES ALTOS.

Em meu coração, consegui enxergar um de meus nomes favoritos para o Espírito Santo, e que ele me tem revelado: CONSOLADOR, descrito em João 14:26:

" Mas aquele Consolador, o Espírito Santo, que o Pai enviará em meu nome, esse vos ensinará todas as coisas, e vos fará lembrar de tudo quanto vos tenho dito."

Igualmente, como não temos de implorar ao Sol por sua luz, também não temos de implorar ao Espírito Santo pelo consolo, pois ELE É CONSOLO!
Posso simplesmente me desligar de qualquer coisa que me separe dele. Tenho orado constantemente, pois a cada minuto, o Espírito Santo vem me dado uma percepção mais intensa de seu consolo.
Mais cedo ou mais tarde, você pode passar por um momento difícil. Faz parte da vida, para nosso crescimento e amadurecimento. A dor e a perda são parte da vida. Há razões diferentes pelas quais essas coisas acontecem, mas quando nós o convidamos, Deus está sempre presente para fazer com que o bem resulte delas. Se entendermos as diferentes possibilidades de sofrimento, isso nos ajudará a superar a dor e a ver nossa fé crescer em meio a ele.

Dois bons motivos para tempos difíceis
1. As vezes coisas difíceis acontecem conosco para que a glória e o poder de Deus sejam revelados por nosso intermédio (João 9:3)
Talvez não sejamos capazes de entender por que certaz coisas estão acontecendo conosco naquele momento e talvez nunca fiquemos sabendo por que tivemos de passar por elas até que estejamos com o Senhor, mas, quando nos voltamos para Deus em meio as situações difíceism a Glória de Deus será vista nelas e em você.

2. Deus usa os tempos difíceis para nos purificar (1Pedro 4:1)
Isso significa que nosso sofrimento durante tempos difíceis queimará o pecado e o egoísmo dentro de nós, Deus permite que o sofrimento aconteça para que aprendamos a viver para ele e não para nós mesmas, para que busquemos a vontade dEle e não a nossa. Não é agradável o momento em que sofremos, mas o desejo de Deus é que sejamos "participantes da sua santidade" (Hebreus 12:10) ELE QUER QUE NOS DESAPEGUEMOS DAS COISAS QUE DESEJAMOS E QUE NOS APEGUEMOS AO QUE MAIS IMPORTANTE NA VIDA - ELE.

Toda vez que você se elevar acima da dor em sua vida e encontrar a bondade, clareza, paz e luz do Senhor, sua fé aumentará. Deus estará com você em meio a dor não apenas para aperfeiçoá-la mas também para tornar maior sua compaixão pelo sofrimento de outros. Ao continuar vivendo na presença do Senhor, a glória dele se revelará em você.

Pense nisso. Tenho aprendido isso e hoje Deus está me mantendo em seus lugares altos. Sem desanimar e sem perder a fé e com o coração voltado para a cruz.

Não pense que lindas pregações, ou o falar bonito e difícil, ou o estudar demais (como se isso fosse resolver alguma coisa...) vão fazer você se aproximar mais do Senhor. É o seu coração verdadeiro, voltado a cruz, sem enganar seus irmãos que fazem de você um verdadeiro servo do Senhor, caminhando em lugares altos

No amor do Cordeiro,

Vanessa Reis

terça-feira, 29 de março de 2011

Ele Sempre Cumpre o que Diz




“Naquele dia, todos dirão: Ele é o nosso Deus. Nós pusemos a nossa esperança nele e Ele nos salvou [...]” Isaías 25:9

Na nossa vida passamos por momentos de realizações, onde aquilo que planejamos, sonhamos, ou até mesmo que os outros tenham começado por nós, se concretiza, torna-se real, sai do papel pra realidade. Pode ser aquele casamento tão almejado, aquela viajem tão esperada, enfim.
Quando partiu desta terra, Jesus deixou conosco apenas uma esperança: “Eu vou, mas eis que venho para ficar com vocês [...]” (João 15:28). Essa é a maior esperança que temos, é por isso que esperamos desde o dia em que aceitamos a Jesus (ou pelo menos esse deve ser o nosso maior pensamento). E esta esperança é diferente das outras, pois é a única que temos a certeza de que vai se concretizar. Do resto nada sabemos, mas sobre a vinda de Cristo para buscar sua Igreja temos certeza de que ocorrerá em um momento inesperado, mas ao mesmo tempo anunciado (e muito).
Os outros nos prometem que vão pagar aquilo que nos deve, outros nos prometem que vão resolver o nosso problema o mais rápido possível, alguns chegam a prometer que vão nos curar da enfermidade que estamos enfrentando, enfim. Jesus, como já disse, nos prometeu, dentre outras coisas, que voltaria e nos levaria pra morar com Ele. Esta terra que Ele tanto abomina e que já não há mais como ser curada não poderia abrigar os filhos de Deus, aqueles a quem Ele tanto amou, e se deu.
“Se não recebo de quem está me devendo, como vou receber algo de quem nunca vi, nunca conversei pessoalmente?”, talvez esse seja o seu questionamento, mas quero que saiba que você pode ser traído por qualquer um, até mesmo pelos seus pais, mas por Jesus, nunca! Tudo o que Ele disse a seu respeito, e tudo o que Ele destinou pra você, se cumprirá como sem falta, ainda que demore (Habacuque 2:3).
O céu será um lugar de muitas surpresas. Pessoas que jamais imaginaríamos que estivessem lá, vão estar junto conosco, e pessoas que tínhamos a certeza de que lá estariam não serão encontradas. Pobres e ricos serão apenas filhos de Deus, ninguém será reconhecido porque tem dinheiro ou porque é influente e aquele gari se sentará à mesma mesa que aquela celebridade ou milionário. Pessoas que nunca desfrutaram de mordomia alguma, que só trabalharam e trabalharam e trabalharam durante toda sua vida poderão andar em ruas de ouro e cristal, cantando em voz alta a Deus, que as salvou. Será um lugar onde não existirá Maria, nem João, nem Maurício, nem Tadeu, mas sim adoradores do Deus vivo e verdadeiro.
Muitas vezes não temos parado pra pensar na grandeza do céu (a nossa morada ETERNA!), simplesmente porque estamos preocupados com assuntos referentes à nossa casa aqui na terra, que nos abrigará por alguns anos apenas. Se pararmos pra analisar quão grande é aquilo que Deus tem preparado para nós, veremos que somos simples tolos que buscam, incessantemente, coisas fúteis que, comparadas com a Glória, não tem nenhum valor, nenhum! Se o mundo tivesse a dimensão do que é o céu, e também do que é o inferno, sem dúvidas haveria menos pecado. Mas temos dormido no ponto, temos vacilado e deixado que o mal apague de nossas memórias o sentimento de que a nossa vida aqui é passageira e tem o mesmo período de um lamparina que está acesa mas que a qualquer hora pode ser apagada pela ausência de gás.
Talvez algumas das esperanças que plantamos não tenham germinado e dado certo, mas temos que crer fervorosamente que a maior esperança, deixada por Cristo, é viva e suficiente para nos fazer pensar antes de pecarmos ou tentarmos nos afastar de Deus. Como diz o texto base, aqueles que confiam no Senhor, na promessa da sua vinda, serão salvos e recompensados por Deus, recebendo, de fato, a vida eterna que tanto esperam.
O mundo pode nos dar esperanças grandiosas, algumas chegam até a encher os nossos olhos, outras podem até se concretizar, mas as esperanças que o mundo oferece são, das duas uma: Ou são falsas, ou são vaidade. Só Jesus nos garante a salvação e só Ele pode cumprir esta promessa, portanto, confie nas palavras de Jesus e isso bastará para que você tenha uma vida alegre e cheia de esperança, com um coração temente apenas a Deus, aquele que cumpre sempre o que diz.
Confie no Senhor, em suas promessas, e, tenha a certeza, não se arrependerás.
“Guardemos firmemente a esperança da fé que professamos, pois podemos confiar que Deus cumprirá as suas promessas.” Hebreus 10:23
NEle, que sempre cumpre o que diz,

Tadeu Ribeiro.
Supervisão de Texto: Rafael Rocha

Um único Leão - País de Aslam



“Fui eu o leão que o forçou a encontrar-se com Aravis. Fui o gato que o consolou na casa dos mortos. Fui eu o leão que espantou os chacais para que você dormisse. Fui eu o leão que assustou os cavalos a fim de que chegassem a tempo de avisar o rei Luna. E fui o leão que empurrou para a praia a canoa em que você dormia, uma criança quase morta, para que um homem, acordado à meia noite, o acolhesse.”

O Cavalo e seu Menino, cap. 11
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Durante sua longa jornada na Calormânia, até descobrir que era um príncipe e mais tarde viria a ser rei da Arquelândia, Shasta deparou-se com diversas situações, muitas delas difíceis de suportar.
Encontrou vários leões no trajeto, como julgara, mas ao encontrar-se com Aslam descobriu que, em toda a sua vida, só havia encontrado um leão, mesmo que não o visse desta forma.
Shasta era alguém que tinha tudo para dar errado e ser infeliz pelo resto da vida. No entanto, jamais passara por sua cabeça que era um príncipe da Arquelândia, que estava desaparecido. Que era alguém especial, querido e muito amado, ao contrário do que sempre pensou durante toda a sua vida.


Shasta era um “cisne”. Durante toda a sua vida, se encontrara perdido no mundo. Depois de um longo tempo, descobriu que era “alguém mais”. Aslam esteve com ele e amou-o desde o início. Deu proteção, amparo, carinho e amor, mesmo que inúmeras vezes, Shasta não se sentisse protegido ou amado.

Não somente por ser um príncipe, é que Aslam se preocupou com o garoto, mas por ele ser alguém! Uma pessoa não precisa ter uma coroa e um sangue real para ser importante, especial e amado.
Nas mais minúsculas coisas, não somos capazes de perceber o quão somos amparados e protegidos, chegando a pensar que eventuais coisas acontecem “por acaso”. Acredite: não existe acaso!
Que você possa refletir e ver que, nas pequenas coisas julgadas, muitas vezes, como insignificantes, é possível ver uma força muito maior que vai além daquilo que a mente humana é capaz de imaginar.

Há sempre, um amor maior. Há sempre, um único Leão.

Bruna Amorim - País de Aslam (A Mensagem do Grande Leão)

sábado, 26 de março de 2011

A Carne não pode agradar a Deus - Ana Paula Valadão

Tenho percebido o Senhor agindo em minha vida de modo especial neste tempo. Um dos momentos marcantes até agora foi o da leitura de um livro clássico para quem deseja caminhar com Deus: “O Homem Espiritual” de Watchman Nee.
Foi o Gustavo o instrumento que Deus usou para me trazer estas palavras tão libertadoras, mas ao mesmo tempo tão alarmantes! Depois de ler uma certa parte, fique de tal maneira convencida do meu erro que só sabia chorar e clamar a Deus por misericórdia! Será que estava fazendo tudo em vão? Eis aí o que aprendi e agora compartilho com vocês, no desejo de que outros sejam transformados, assim como eu espero ter sido… (mas sugiro a leitura do próprio livro, que melhor lhes aproveitará!)
“Sois vós tão insensatos? Tendo começado pelo Espírito, é pela carne que agora acabareis?” Gal 3:3
Watchman Nee apresenta este texto e fala sobre como muitas vezes, ao nos convertermos a Cristo, logo buscamos ser livres daquelas coisas feias que conhecemos, e que são as obras da carne. O adultério, a mentira, práticas de que nos envergonhamos e que são facilmente percebidas como pecado.
Porém, corremos o risco de menosprezar a força que a carne tem de fazer o bem. Podemos estar realizando, vivendo, na força da carne. É possível até mesmo servir a Deus na força da carne, dos nossos próprios talentos e dons naturais, da nossa própria sabedoria, e pensar que estamos agradando a Deus e fazendo a Sua vontade. Porém, a Bíblia afirma:
“E os que estão na carne não podem agradar a Deus” Rm 8:8
Deus exige uma total rendição da nossa carne, a morte do nosso velho homem, com suas concupiscências e paixões, e também com sua sabedoria humana, carnal. Precisamos andar no Espírito, e somente assim não andaremos segundo a nossa carne, natural. Somente no Espírito conseguiremos agradar a Deus.
Como saber se minhas boas obras, mesmo as mais religiosas, como a própria leitura da Bíblia, ou atos de misericórdia, ou de serviço no ministério, têm sido feitos na carne?
-Quando eu estou no centro e não Deus. Minhas idéias, minha sabedoria, minhas soluções.
-Quando não espero em Deus. Não oro. Não dependo dEle.
Pode parecer tão simples, tão pequeno, mas para mim foi devastador… tenho tanta facilidade de tomar decisões rápidas, tenho tantas idéias “boas”, mas quero mais do que isso! Quero fazer a vontade de Deus! Quero agradá-Lo! Quero ter a certeza de que O estou servindo como Ele quer! E, infelizmente, muitas vezes, não dependo… não oro… não espero no Senhor para que Ele me diga o que fazer…
E nos momentos do dia a dia, em que preciso decidir rapidamente? Jesus sabia exatamente qual era a vontade do Pai. Ele estava em tamanha sintonia com o Pai que podia decidir rapidamente, saber qual pessoa curar em meio a uma multidão (como no tanque de Betesda). Mas eu, se quero ser como Jesus e agir  de modo a agradar o Pai, então preciso fazer o que Ele fazia. Jesus estava sempre Se retirando para estar a sós com o Pai e acredito que eram nessas horas que Ele recebia instrução e sensibilidade para tudo o que deveria fazer depois.
Satanás pode até ver uma pessoa sair de seu domínio nos pecados mais aparentes que a carne apresenta. Mas, pode estar aprisionando esta mesma pessoa através do engano da carne, da generosidade natural, da sabedoria natural que a pessoa tem. Porém, em breve, ele volta a dar a rasteira, e é por isso que vemos a queda de tanta gente que parecia estar no Espírito, quando na verdade, estavam servindo a Deus na força da carne. É a carne camuflada, da qual nunca foram libertos, e que em algum tempo se manifestará em pior estado do que o primeiro.
Os Fariseus, nos tempos de Jesus, pensavam que estavam servindo a Deus. Eles eram extremamente zelosos. Mas Jesus disse que nossa justiça deve exceder e muito a dos Fariseus! Como assim? Ele estava falando que isso é impossível. Confiando em nossos próprios esforços, jamais agradaremos a Deus. Só existe uma maneira. Confiar inteiramente na Cruz de Cristo e no que Ele fez por cada um de nós. Jesus é a justiça de Deus para nós.
Assim como Paulo, que tinha tantos motivos carnais para se gloriar, como diplomas, cidadania, inteligência, e ainda assim concluiu que tudo isso era lixo e refugo, que nós também passemos a nos considerar em nada. Que possamos depender única e exclusivamente do Espírito Santo de Deus, que está pronto para nos guiar naquilo que vem do Alto, Jesus, sabedoria e justiça de Deus em nós.